Carta 02 - Vocês já ouviram falar sobre Reforço Positivo?

Existiu um cientista chamado Skinner, e ele estudou muito sobre o Behaviorismo (psicologia comportamental), principalmente com ratos (ficou conhecido por isso, já devem ter ouvido falar da "Caixa de Skinner") e de todos os estudos e conceitos que Skinner nos apresentou, iremos estudar alguns que acredito ser de extrema importância ao conhecimento de todos nós, e podemos começar com os conceitos de Reforço e o de Punição (nessa carta, mais especificamente o reforço positivo). Pensemos que todos temos comportamentos, e que muitos são automáticos, temos o costume de nos comportar de determinada forma e em determinadas situações, porém, gosto muito de usar o exemplo de pais para com seus filhos, onde, na criação, muitos comportamentos são desejados ou indesejados e a psicologia comportamental sabe como fazer com que um comportamento desejado ocorra com mais frequência (seja reforçado), ou que um comportamento indesejado diminua cada vez mais, até conseguirmos sua extinção.


Assim, conseguimos entender que o reforço é o conceito que irá buscar aumentar a frequência de determinado comportamento em determinadas situações, enquanto a punição, faz o oposto, e inibi até extinguir esses comportamentos. Porém, além disso devemos saber que tanto o reforço como a punição podem ser positivos ou negativos (não no sentido literário da palavra, mas na forma como tais conceitos serão aplicados na prática), vamos entender um pouco mais sobre o reforço. Reforço Positivo Bom, já sabemos que um reforço, é quando queremos fazer com que determinado comportamento se repita, correto? Para fazermos com que um determinado comportamento se torne mais frequente, podemos reforçá-lo positivamente, e o que seria esse “positivo” no reforço? O acrescentar de algo prazeroso. Entre as formas de reforçarmos um comportamento, uma das mais eficazes é o acréscimo de algo prazeroso para o ser em questão, que deve repetir sua ação. Como assim? Exemplo 01: Algo mais “natural” Vamos imaginar que uma jovem muito estudiosa adora tomar sorvete às noites, antes de dormir. Porém, nos últimos dias, a mesma está com muitas lições e trabalhos para fazer em casa, e tais “paradas” para o sorvete a atrasam muito, então ela decide, “sempre que acabar uma tarefa, posso tomar mais um pouco”. Muitas vezes, essas decisões ocorrem naturalmente, quando percebemos a necessidade de mudarmos de comportamento para realizarmos nossas atividades, e nesse caso em específico, a jovem reforçou seu comportamento de fazer as tarefas, introduzindo o sorvete prazeroso como uma recompensa. “Sempre que fizer uma tarefa, posso tomar mais sorvete, então, vamos à tarefa!” O sorvete reforça o comportamento de fazer as atividades. Exemplo 02: O filho lavando a louça Agora vamos para um exemplo que pode ajudar muitos pais por aí. Suponhamos que seu filho (João) adora jogar videogame, e que, muitas vezes, deixa até de comer para continuar jogando (quem dirá então, parar de jogar para lavar a louça). Porém, como necessidade, o mesmo deve parar de jogar, reclama, e muitas vezes é proibido de voltar ao jogo pelo comportamento desnecessário que emite. Enfim, história muito comum e usual nos dias da era virtual, certo? Agora, imagine da seguinte forma. A mãe chega ao filho e diz: - João, pare de jogar para jantar, e após o jantar, você deverá lavar a louça, por gentileza. - Mas mãe – Diz João, incomodado – Deixa eu jogar mais um pouco, não estou com fome. - Façamos o seguinte, faça o que eu falei, que após lavar a louça, você pode jogar por mais uma hora, e não precisará desligar agora. Pronto, João que não gostava de sair dos jogos para comer, poderá iniciar um processo gradativo e contínuo de comer e lavar a louça com vontade, pois sabe que poderá jogar mais com os amigos após estas rápidas atividades, e, além de se alimentar, irá ajudar os pais, e evitar brigas. Todos saem ganhando! A mãe introduz o videogame como recompensa, como algo prazeroso na vida de João, toda vez que o mesmo janta e lava a louça. Logo, o comportamento de comer e ajudar na limpeza, é reforçado pela liberdade de poder jogar mais um pouco com seus colegas, e com a introdução de algo prazeroso, é aumentada a frequência de um comportamento desejado, o que chamamos de reforço positivo. Mas, existe outra forma de eu reforçar o comportamento do João sem deixá-lo jogar mais videogame? Afinal, está tarde! Claro que tem! Inclusive, em algumas situações o reforço positivo atrapalha mais do que ajuda (imaginem um pai dando chocolate para o filho parar de chorar... Está reforçando o choro!!) Porém, o reforço negativo, assim como as punições, podem ser assuntos para outras cartas, por essa, basta o novo conhecimento e a introdução ao behaviorismo, a psicologia comportamental! Esperamos que tenham entendido e aprendido algo novo, e nos vemos na próxima semana! Um grande abraço, de um eterno aprendiz!



As informações passadas na carta são relacionadas as interpretações do autor, assim, não se concretizando como conhecimento único imutável, e sendo cabível de novas e diferentes interpretações.


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